<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306</id><updated>2011-09-01T05:32:45.323-07:00</updated><title type='text'>Letras Riscadas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-4638542985011478386</id><published>2010-12-04T04:18:00.000-08:00</published><updated>2011-01-08T08:58:09.353-08:00</updated><title type='text'>Repertório</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enfim, depois de tanto tempo, concluí &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Repertório&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;. Para baixar o arquivo com essa minha ficção completa, clique &lt;a href="http://www.overmundo.com.br/banco/repertorio-5"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-4638542985011478386?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/4638542985011478386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=4638542985011478386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/4638542985011478386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/4638542985011478386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2010/12/repertorio.html' title='Repertório'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-5540015129819960529</id><published>2010-10-06T12:18:00.000-07:00</published><updated>2010-10-19T07:17:02.467-07:00</updated><title type='text'>M - P&amp;B</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/SUMSAL6nHVI/AAAAAAAAACc/tfnY7g3XWvg/s1600-h/chuva.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/SUMSAL6nHVI/AAAAAAAAACc/tfnY7g3XWvg/s1600-h/chuva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279082982616276306" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 200px; height: 134px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/SUMSAL6nHVI/AAAAAAAAACc/tfnY7g3XWvg/s200/chuva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A vassoura cabia-lhe nas duas mãos. Varreu a casa inteira, tirou teias de aranha... Nenhuma formiga. Talvez, se varresse o quintal, talvez encontrasse alguma minhoca. Estava cansada, muito cansada. Irritada como uma dona-de-casa que no solavanco deixa cair os ovos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Resolveu sair para a avenida José Candido da Silveira. Maquiladíssima, lembrou-se da mãe: "Você não está na idade de usar Chanel Nº 5". Saía daquele jeito, durante o dia, mesmo assim. Pensava em se tatuar para eternizar aquela aparência, o processo diante do espelho todo dia era tedioso demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sabia Daniela, mas eu sei, porque mando na história, que o preto-e-branco de pêlos-e-peles, respectivamente, era muito mais bonito. Combinava com os olhos negros. O conjunto todo, enfim, era impecável. Ah, como eu adorava aquela franjinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela conduzia a bicicleta pelo guidom Casmurro na estradinha de alvenaria, não sabia pedalar. No meio do caminho me encontrou – yupi, apareci na história! – coa&lt;s&gt;ch&lt;/s&gt;xando como naquela poesia muderna, quero desprezar onomatopéias. Não quis me beijar, não queria saber de beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais delongas porque Danielas são muitas – não quero ofendê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho, à noite, caminho comigo mesmo pelas ruas. Gorjeio a canção de um filme musical admirado com os pingos iluminados. Primeiro duas gotas, depois a tempestade. Parece que caem mais devagar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente um beijo na chuva parecia mais possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje há apenas a possibilidade solitária da canção.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-5540015129819960529?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/5540015129819960529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=5540015129819960529' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/5540015129819960529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/5540015129819960529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2010/10/antes-de-se-tornar-uma-dondoca-com-pele.html' title='&lt;p align=right&gt;M - P&amp;B'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/SUMSAL6nHVI/AAAAAAAAACc/tfnY7g3XWvg/s72-c/chuva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-3392580883039601143</id><published>2010-09-24T11:59:00.000-07:00</published><updated>2010-10-19T07:18:46.456-07:00</updated><title type='text'>Beija-mim</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/SVP0Feiuw3I/AAAAAAAAADU/8iw_ZpQXMu8/s1600-h/tesao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283835162770981746" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 140px; height: 140px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/SVP0Feiuw3I/AAAAAAAAADU/8iw_ZpQXMu8/s200/tesao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;Agora são roupas de frio esquentadas por corpos quentes. Você está sobre mim, seu tronco elevado pelos braços, dois pillares ladeando o meu tórax. Posição incitante, chega de olhares, sorrisos, mergulha logo. Assim, estava demorando pra gente se beijar assim, vamos nos tatear feito gatos por territórios ainda não descobertos. É curva de sola do pé subindo e descendo no alisar das pernas alheias, são mãos de um penetrando nas mangas do outro para sondar os pêlos do braço. Os beijos só cessam quando você desce a me lamber o queixo, lambida quente que se prolonga pelo pescoço até alcançar a orelha, saliva de aroma que excita, sussurros tão próximos que provocam contorções. Você volta com a barba de três dias, barba de Caio, volta arranhando e torna a cair de boca na minha boca. Viro o jogo. Ficou surpreso? Estou por cima, entrelaço nossas mãos, quero deixas só pra mim, amarrar seus pulsos com cordas imaginárias nas grades da cama, descer alisando o seu corpo, morder as suas laterais, te impedir de largar as barras com 1 olhar + 2 estalos da língua no céu da boca, sentar no seu colo e passar o polegar na sua sobrancelha e te ver se achando o dono da situação, o que me faz morder o lábio inferior para sufocar um prazer ainda mais descarado. Você pega na minha cintura e eu me curvo para te beijar, puxo os seus lábios com os meus dentes, há um cuidado natural com a pressão, não machuca, depois mais beijo, meto com tudo a minha língua numa das suas narinas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que maluquice é essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio pro lado às gargalhadas. Você diz que a sensação é horrível, engasgo nasal, mas também dá risada. Puxa de volta o meu corpo sobre o seu, tento manter um membro em cima do outro, quanto mais forte melhor, bem pressionados, mas acabam pluf, cada um prum lado, sempre acabam pluf. Você tenta colocar a mão dentro da minha calça, puxar a blusa lá de dentro, eu digo não, ainda não é a hora. Embrenho os meus joelhos entre as suas pernas, quero-as abertas, quero que me abrace com elas. Inicio o fechar de olhos para que você feche os seus. Nada como admirar esse prazer safado, a sua cabeça no vaivém quase batendo na grade, essa boca entreaberta, só os dentes superiores à mostra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos interrompidos pelo toque do meu celular. Eu não atenderia se não quisesse a situação, "alô... sério?... estou indo praí".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Problema urgente, preciso ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Jura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simulo compaixão, até que foi um "Jura?" merecedor. Ajeito o meu cabelo, olho para você no reflexo do mesmo espelho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocamos os últimos beijos, pressa, sorrisos, tchaus, você fecha a porta, comemoro o meu segundo maior prazer, minha castidade, comemoro mais ainda a incompletude da sua vontade, prazer número um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desabilito a função soneca, você não foi do tipo insistente, mas não demora muito, eu sei, liga pra mim e pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E aí? Resolveu o problema urgente?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-3392580883039601143?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/3392580883039601143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=3392580883039601143' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/3392580883039601143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/3392580883039601143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2010/09/o-novo-mundo.html' title='Beija-mim'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/SVP0Feiuw3I/AAAAAAAAADU/8iw_ZpQXMu8/s72-c/tesao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-183487799655774508</id><published>2010-06-02T11:04:00.000-07:00</published><updated>2010-09-24T12:16:06.013-07:00</updated><title type='text'>O Wolverine</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/S_5_RDbA7AI/AAAAAAAAATo/rE4bOIEC2rc/s1600/top-ten-villainous-moments-20051129052250295.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/TAadXGUNcTI/AAAAAAAAAUU/m1dleCFqo0Q/s1600/top-ten-villainous-moments-20051129052250295.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 160px; height: 180px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/TAadXGUNcTI/AAAAAAAAAUU/m1dleCFqo0Q/s200/top-ten-villainous-moments-20051129052250295.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478239016900718898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Era um show como qualquer outro que vira-e-mexe acontece no Centro. Montam um palco na Praça Tiradentes, colocam umas bandas bem bacanas e o lugar fica lotado. Aí o negócio é ficar lá assistindo às apresentações e dançando e procurando alguém pra flertar, e pra render a gente constantemente desce a Rua Direita e vai ao Barroco comprar mais cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e ele, a gente se cruzou numa dessas de subir e descer aquela ladeira. Está me olhando, é bonito. É bonito? Quando eu fico bêbado muita gente parece bonita. Vou ficar com ele. Chego, cumprimento, não me lembro muito da conversa, no flash seguinte estou no carro dele, então na casa dele, estamos tirando as roupas e que corpaço que o cara tem. Fazia tempo que eu não via homem com tribal tatuado. O desenho começava na escápula oposta ao coração, pegava o ombro e descia um pouco pelo braço, tinha algumas partes esfumaçadas, muito bonito. Eu ficava analisando entre uma gozada e outra. Mamilos pequenos, poucos pêlos descendo até a linha da cintura, nada depilado nem tosado. Escapulário dourado, não gosto muito de dourado, mas era legal. Destacava as definições do corpo trabalhado, clavícula, pescoço, nuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Namora comigo? – ele propôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei risada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei alguma coisa do rosto dele, olhos e barba e cabelos pretos em contraste com a pele clara, leve curvatura onde se separam as sobrancelhas espessas, sobrancelhas bem pretas também, fiquei tateando com a ponta do meu indicador, narizão afilado, que narizão. Ele me contou de um acidente de moto, pegou meu dedo para apalpá-lo no maxilar, no nariz, nas maçãs do rosto, era metal reconstituindo tudo. Aço cirúrgico. Quase o Wolverine, comentei, pensei, não lembro. Eu bem que podia ser o Magneto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanheceu e eu precisava ir embora. “Namora comigo”, ele tornou a pedir. Outra vez dei risada, não acreditei. Na hora da despedida ele não quis me deixar, ficava me agarrando, puxando, beijando, não vai, não vai, fazia cara de arrasado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentira. Foi só um tchau, um “A gente combina de se encontrar mais tarde” sem muito compromisso. Não deu em mais nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-183487799655774508?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/183487799655774508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=183487799655774508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/183487799655774508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/183487799655774508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2010/06/era-um-show-como-qualquer-outro-que.html' title='&lt;p align=right&gt;O Wolverine'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/TAadXGUNcTI/AAAAAAAAAUU/m1dleCFqo0Q/s72-c/top-ten-villainous-moments-20051129052250295.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-8960792127874410276</id><published>2010-05-03T10:51:00.000-07:00</published><updated>2010-09-24T12:16:23.146-07:00</updated><title type='text'>A deusa do fundão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/S98Ow6wqY8I/AAAAAAAAASo/OyjCEp9rLJ8/s1600/1.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/S98Ow6wqY8I/AAAAAAAAASo/OyjCEp9rLJ8/s200/1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467104706220942274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dorotéia Pereira chega ao fabuloso mundo de Vila Rica. No meio da cantoria das &lt;s&gt;sa&lt;/s&gt;fadinhas micareteiras, “bunda pra cima e bunda quase no chão, basta encontrar a deusa do fundão”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Siga pelas ladeiras negras – dizem todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dorotéia obedece. Ao passar pelo milharal, encontra Helena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ó, Dorinha – clama a mulher de cabelos sabugosos –, eu não tenho estrutura psicológica. Será que a deusa do fundão pode me ajudar também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acho que sim. Venha comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ferro-velho, as duas cruzam com irmã Sabina. A freira com feição terrificante diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O sangue latino está ficando azul. Estou cercada pelo vil metal. Preciso de ternura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, no meio do mato, há o encontro com Abelardo. Ele está encolhidinho sob a batina rasgada, tem o rosário dourado e reluzente nas mãos. Cheio de não-me-toques, levanta meio manco. Aleijadinho, coitado. Sufoca o gemido e toma coragem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Fui castrado. Heloísa não gosta mais de mim. Preciso de um, de um, preciso de um falo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ei, menina, venha até aqui. Sou eu, a bananeira. Venha comer umas bananas. Mas não coma a que estiver podre, hein. Já conhece a piadinha.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-8960792127874410276?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/8960792127874410276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=8960792127874410276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/8960792127874410276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/8960792127874410276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2010/05/deusa-do-fundao.html' title='&lt;p align=center&gt;A deusa do fundão'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/S98Ow6wqY8I/AAAAAAAAASo/OyjCEp9rLJ8/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-3694211009226926443</id><published>2010-04-13T09:23:00.000-07:00</published><updated>2010-10-19T07:18:44.599-07:00</updated><title type='text'>Novo mundo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/TJz4ImFr8HI/AAAAAAAAAWM/BlXOY3amV20/s1600/NovoMundo.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 151px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/TJz4ImFr8HI/AAAAAAAAAWM/BlXOY3amV20/s200/NovoMundo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520560069796425842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Laurinha gostava de brincar de "rainha". Aliava-se à irmã do meio para atazanar a mais nova:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Primeiro eu sou a rainha, depois você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E eu? – perguntava, pequenina, a rapinha do tacho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você por último. Agora eu sou a América do Norte, ela a América Central e você a América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tá bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laurinha ficava lá, abanada por uma pena gigante, deitada em uma pose majestosa. Até uvas em cachos lhes eram estentidas à boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A roda girava. América Central se apossava do trono. Então América do Sul, com o rabinho entre as pernas, saía sob ordens para comprar balas de jujuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Agora é a minha vez – ela reclamava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ah, não – diziam as duas maiores. – A gente cansou dessa brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu rolava de rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe chegava e eu, América do Sul, estou me projetando na América do Sul para lamuriar um pouquinho, bom, eu reclamava as injúrias que havia sofrido. Naquela vez fui consolada com um presente. Era um par de brincos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Toma, minha filha. Quando a bolinha deixar de reluzir na luz negra, você não sentirá mais dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não contei para as minhas duas irmãs. Não podia contar. A inveja provocaria reações assustadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fui ver – parou de brilhar. Se não houver brilho, posso usá-lo sem que seja arrancado? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-3694211009226926443?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/3694211009226926443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=3694211009226926443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/3694211009226926443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/3694211009226926443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2010/04/pintando-o-sete.html' title='Novo mundo'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/TJz4ImFr8HI/AAAAAAAAAWM/BlXOY3amV20/s72-c/NovoMundo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-3399741136919355201</id><published>2010-03-26T10:06:00.000-07:00</published><updated>2010-10-19T07:20:12.637-07:00</updated><title type='text'>Bebed'ouro</title><content type='html'>Essa vespa que passa, não passarinho, passa palhaça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só beija-flor de plástico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras, despedaça&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-3399741136919355201?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/3399741136919355201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=3399741136919355201' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/3399741136919355201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/3399741136919355201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2010/03/poeminho-do-contrabaixo.html' title='&lt;p align=center&gt;Bebed&apos;ouro'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-544552612281107074</id><published>2010-03-26T10:05:00.001-07:00</published><updated>2010-03-26T10:13:29.071-07:00</updated><title type='text'>Edifício Vida de Linhares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sr4vuy4ZreI/AAAAAAAAAOg/xzjLTamrGHM/s1600-h/trevo4folhasp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385794685360516578" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 200px; height: 200px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sr4vuy4ZreI/AAAAAAAAAOg/xzjLTamrGHM/s200/trevo4folhasp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu estou ali com uns desconhecidos. Não sei se acompanhado deles. A imagem ainda é meio turva, vai clareando aos poucos. Paredes em tons pastéis. Tudo em tom pastel. Risadas ao fundo, o volume aumenta gradativamente. É noite de comemoração coletiva. Há festas dos andares mais baixos até a cobertura. Uma algazarra. Estou subindo no elevador com mais três, quatro pessoas. Homens? Mulheres? Mais novos? Velhos? A porta abre e por uma sacanagem qualquer sou obrigado a descer. É o andar da vizinha mal-amada, com toda a maldade do eufemismo mal-amada. Ela reclama do barulho. Não tenho nada a ver com isso. Pego as escadas pro topo, a festa da cobertura. É pra lá que eu vou. “Meu pai resolve isso aí”, digo em voz alta pros que ficaram no elevador e acham que devo me entender com a tal rabugenta. Então enxergo o meu pai, que desceu do elevador comigo, ficando no andar tenebroso. Ele coça o alto da orelha direita, é sempre assim quando se vê em maus lençóis. Continuo subindo, a princípio devagar porque sou freado por um sentimento de culpa. Será justo que tudo pese nas costas do meu pai? Hum. Chegarei ao topo? Lembro dos jardins do edifício. Eu e minha amiga passamos por lá antes de subir. Trevos de quatro folhas abundavam no canteiro como a felicidade que nos invadia o espírito. Eu namorava há pouco menos de um mês; ela também. Tempos dourados de qualquer namoro saudável. Mas nenhum dos dois conseguia arrancar um trevo com a raiz. Ah, como eu queria pegar um pequeno vaso e cultivar o matinho da sorte dentro do apartamento mais alto. Mas em que andar? No fim das contas, eu moro nesse edifício? O que diabos estou fazendo aqui? Tudo tão turvo, tão turvo. Os namoros acabaram. Talvez o edifício desabe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-544552612281107074?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/544552612281107074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=544552612281107074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/544552612281107074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/544552612281107074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2010/03/edificio-vida-de-linhares.html' title='&lt;p align=right&gt;Edifício Vida de Linhares'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sr4vuy4ZreI/AAAAAAAAAOg/xzjLTamrGHM/s72-c/trevo4folhasp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-8704233748578194361</id><published>2010-03-26T10:01:00.001-07:00</published><updated>2010-03-26T10:19:14.528-07:00</updated><title type='text'>Saudade da saudade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela fazia uma careta muito muito feia, sabe, e eu pedia rindo pra ela parar. Rindo? Não tenho certeza se eu pedia rindo. Talvez eu pedisse sério, porque era realmente uma careta muito feia. Ver aquilo me deixava com medo de desamar. Quanta bobagem, desamar. Quando Ana me deixou – e eu também penso nessa frase de duas formas – eu fiquei lembrando da careta mais feia do mundo. A forma daquela careta estava nítida na minha mente. Dava uma saudade. Agora. Quantos anos se passaram? Estou perdido até com a minha idade. Gosto de esquecer, mas daquela careta feia eu queria lembrar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-8704233748578194361?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/8704233748578194361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=8704233748578194361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/8704233748578194361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/8704233748578194361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2010/03/saudade-da-saudade.html' title='&lt;p align=center&gt;Saudade da saudade'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-7391421980891112200</id><published>2010-03-26T09:54:00.000-07:00</published><updated>2010-03-26T09:58:32.310-07:00</updated><title type='text'>Uma carta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/S6znrv_dyMI/AAAAAAAAAR4/T5Y18uyhf0s/s1600/carta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 191px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/S6znrv_dyMI/AAAAAAAAAR4/T5Y18uyhf0s/s200/carta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452987987641878722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Então, Fernando, eu quero começar te dizendo não caia neste conto do vigário. Já basta ser jornalista, se é que você vai mesmo ser enredado em armadilhas atrás de armadilhas. Os caras não prestam, vai por mim. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Dizem&lt;/span&gt;-se isso e são aquilo, sentam no rabo, não há &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;exceções&lt;/span&gt;. Sou reticente com a palavra sempre, você sabe disso, se estou dizendo é por que tenho certeza – eles insistem em ser pulhas, perdem o falo mas não descem do salto. É isso mesmo, estão sempre no topo das agulhas, só servem mesmo como laranjas e se são oferecidos muitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;canudos&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;garoupa&lt;/span&gt;. Por isso eu tenho pavor de ficar rico, Fernando, aqui qualquer pessoa com muita grana parece estar metida em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;sacanagem&lt;/span&gt;. Ainda bem que eu não devo nada a ninguém e ninguém me deve nada – relações de amigos são assim, quem tem grana paga a cerveja, sem cobranças, você sabe, apesar de a gente não ser amigo e nunca ter sentado junto pra tomar cerveja. Eu te acho um cara &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;bacana&lt;/span&gt;, mas e aí? Vamos formar o clube dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;bacanas&lt;/span&gt; sem eira nem beira? Não faz o menor sentido. Não que eu não me envergonhe disso, já fui rejeitado, sei como é, por isso me transformei nesse cara &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;antissocial&lt;/span&gt;, moderno. Fui terrivelmente rejeitado nas minhas relações, sabia? Em dois momentos pensei que nunca mais amaria na vida, sendo que estou num deles até hoje. Já te contei isso, você não ouviu. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Dizem&lt;/span&gt; que é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;cafona&lt;/span&gt; não conseguir expressar em palavras, mas eu simplesmente não consigo. Da minha boca só saem contradições, contradições dessas inevitáveis, contradições que me fazem querer nunca mais falar. Quero conhecer Santiago, no Chile. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Dizem&lt;/span&gt; que por lá há frutas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;espetaculares&lt;/span&gt;, dessas cor-de-rosa com recheio que parece sorvete de flocos. Gosto de viajar. Lava a alma, sabia? Chega uma hora que arroz, feijão e novela te &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;empanzinam&lt;/span&gt; feito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;fast&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;food&lt;/span&gt; e é só &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;trombar&lt;/span&gt; no espelho pra se descobrir um cadáver. Se algum dia eu me livrar das dívidas e tiver grana, vou voltar a ter dívidas porque elas me controlam. Ainda não sei como vou fazer. Já comentei que apesar de pregar a fidelidade eu traio em pensamento? Durante a minha última relação eu andei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;flertando&lt;/span&gt; com outros caras. Só com os que deram em cima de mim de forma descarada, sabe? Sou bem disperso, tenho dificuldade de perceber, mas se percebo acabo entrando no jogo porque tenho necessidade de me sentir desejado. Coisa de mulher essa de precisar se sentir bonita, desejada. E que coisa de homem essa de com o tempo parar de elogiar e só te colocar pra baixo. "Eu não gosto dessa camisa, esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;tênis&lt;/span&gt; é horrível, você tá precisando malhar, a barriga não tá legal". Não que eu seja perfeito, sou formado em jornalismo mas não me sinto jornalista. Os caras são uns pulhas, já disse, caras que quiseram me bater e caras que queriam apanhar. Ali mesmo, na cama. É um choque porque não me sinto confortável, não é a minha praia. Parece que eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;transo&lt;/span&gt; muito? Que nada, é só conversa. Nos últimos doze meses os meus casos não somam os dedos de uma mão. De vem em quando cruzo com eles, todos namorando, acho lindo. Nunca vi tanto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;viado&lt;/span&gt; pagando de casal e estou achando lindo. Redescobri a minha vida, não tenho necessidade de provar. Eu e o outro somos dois moleques &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;desavergonhados&lt;/span&gt;, românticos acima de tudo, e estamos completos assim. Esses dias uma travesti me deu parabéns, disse que estou casada comigo mesma, que já estava passando da hora de encontrar o paraíso. O problema é que ela incuba a mala, não sabe de nada. Ninguém sabe de nada. Bom, eu. Eu queria saber menos. Homens se fecham em grupos e inventam que treparam com essa e com aquela e com o mundo inteiro porque queriam saber menos. E pra elas poderem se distrair entre elas, claro. Não tenho mais o que dizer. Só muito cuidado. Um abraço, Tito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-7391421980891112200?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/7391421980891112200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=7391421980891112200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/7391421980891112200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/7391421980891112200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2010/03/uma-carta.html' title='Uma carta'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/S6znrv_dyMI/AAAAAAAAAR4/T5Y18uyhf0s/s72-c/carta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-6837210411684043064</id><published>2010-03-08T11:33:00.001-08:00</published><updated>2010-03-26T09:59:34.581-07:00</updated><title type='text'>Suruba voadora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Se5-L0UcmsI/AAAAAAAAALI/C5cKDrxw2kk/s1600-h/umbrela.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327334150713940674" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 200px; height: 144px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Se5-L0UcmsI/AAAAAAAAALI/C5cKDrxw2kk/s200/umbrela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu voava muito, muito alto. E quando batia na fiação dos postes, ficava surpreso por não ser eletrocutado. Choque, só da colisão. De vez em quando minha orelha agarrava num dos fios, mas soltava lentamente enquanto meu corpo esticava entre ela e a mão que segurava o guarda-chuva. Um homem elástico voador. Eu conferia o lóbulo e, que alívio, nem a tarraxa do brinco havia sido levada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o poder de vôo estava no guarda-chuva? Feito Mary Poppins? Não sei. Acho que não. Lembro de já ter levitado sem guarda-chuva. A força da levitação vem do interior, da leveza do corpo. Fico tão leve que não sinto quando os pés desencostam do chão, leve como um astronauta na lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guarda-chuva só servia para apontar o caminho. Ah, sim, também para me proteger dos conhecidos. Pensava ufa, ninguém me viu. Porque até planar eu planava com a minha leveza. Planava na avenida Silviano Brandão – a imprecisão dava frio no estômago – e pousava sobre os carros para tomar impulso. Estava pertinho de casa, a minha casa de frente pras montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O louro, pintor, e o moreno, músico, contemplavam a vista. Os dois me esperavam sob a chuva, o rosto pra cima, deixando molhar. Tiramos as roupas. Havia pessoas em volta, mas quem ligaria pra elas? Talvez uma senhora tenha se escandalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri o guarda-chuva, nem um pouco para nos proteger da chuva, e &lt;em&gt;Fly me to the moon&lt;/em&gt;. O escritor, o pintor e o músico levitavam em êxtase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A música vem por meio de mim, de um lugar desconhecido – dizia o músico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– As montanhas também – concordava o pintor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa leveza que ninguém sabia de onde.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-6837210411684043064?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/6837210411684043064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=6837210411684043064' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/6837210411684043064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/6837210411684043064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2010/03/suruba-voadora.html' title='&lt;p align=right&gt;Suruba voadora'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Se5-L0UcmsI/AAAAAAAAALI/C5cKDrxw2kk/s72-c/umbrela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-6583160614295317183</id><published>2009-03-27T15:16:00.000-07:00</published><updated>2010-06-04T14:05:01.759-07:00</updated><title type='text'>Ultra-son</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 200px; display: block; height: 116px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317995947014646242" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1RI0rGaeI/AAAAAAAAAGo/0LHSyD81bgI/s200/ultrassom.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensava bastante no nome do bebê. Na primeira semana após a descoberta do sexo, Eduardo. Dudu, Edu, Cadu. Carlos Eduardo. Depois, por pouco mais de uma semana, Diego. O terceiro "Já sei" foi recebido com enfado pelas minhas amigas: "Já sei, agora eu tenho certeza, ele vai se chamar Gabriel". Mas a inconstância persistiu, e lá pela quinta, sexta idéia de nome, eu e ele nos encontramos num sonho. Eu corria as escadas atrás de seus cabelos cacheados – o garoto parecia uma miniatura do pai. Depois seguia-o apressada pelo corredor. Quando alcancei a entrada do quarto, enfim topamos de frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Meu nome é Zofar – determinou ele, bravinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bateu a porta e eu acordei assustada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-6583160614295317183?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/6583160614295317183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=6583160614295317183' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/6583160614295317183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/6583160614295317183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2009/03/ultra-son.html' title='&lt;p align=center&gt;Ultra-son'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1RI0rGaeI/AAAAAAAAAGo/0LHSyD81bgI/s72-c/ultrassom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-3045919573628371089</id><published>2009-02-11T12:07:00.000-08:00</published><updated>2010-03-26T10:14:23.082-07:00</updated><title type='text'>Sempre fale com estranhos</title><content type='html'>Um homem bateu em minha porta. E eu? E eu a-bri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras e senhores, pule de um pé só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pelo visto temos platéia. E eu, que abri a porta, sou o domador do homem.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras e senhores, ponha a mão no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras e senhores, dê uma rodadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vá - pro olho - da rua!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-3045919573628371089?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/3045919573628371089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=3045919573628371089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/3045919573628371089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/3045919573628371089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2009/02/sempre-fale-com-estranhos.html' title='&lt;p align=center&gt;Sempre fale com estranhos'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-6179925839107927548</id><published>2008-12-09T11:53:00.000-08:00</published><updated>2010-06-04T13:57:22.365-07:00</updated><title type='text'>Pintando o sete</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/S8Sbnn8Qq3I/AAAAAAAAASI/bX9o1n-yFoE/s1600/gato-preto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 140px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/S8Sbnn8Qq3I/AAAAAAAAASI/bX9o1n-yFoE/s200/gato-preto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459659753318820722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O meu primeiro foi paixão platônica. Eu não conhecia o amor, julgava que fosse. Quando o dia-a-dia juntos acabou, no final do Ensino Médio, achei que não seria capaz de me desvencilhar. “Nunca mais vou amar de novo”. Ah, que saudade. Ele dizia “relaxa” pras minhas preocupações de um jeito tão, tão. E quando atrapalhava os meus bocejos com aquela dedada? Sem ele. Qualquer pessoa que eu conhecia, não rolava; se rolava, não servia. Eu estava presa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu segundo foi ficante. Fisicamente, de alguma forma, parecido com o primeiro. Encarnação. Era assim que eu o chamava, influenciada pela leitura cobrada no vestibular. Com a Encarnação, aprendi a esquecer o que não foi. Fiquei me perguntando: “Como é possível eu ter achado que um cara que eu nem beijei na boca era o meu grande amor?”. As ficadas acabaram, fui reconstruir a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu terceiro foi namorado. Ele eliminou a maior conseqüência dos meus traumas: não saber dançar. Há quem se livre desse tipo de problema na primeira trepada. Eu precisei passar da etapa da paixão, amar de verdade. Ou será que foram as leituras de Freud? Não importa. Dava gargalhadas das bobagens que esse namorado cantava no pé do meu ouvido enquanto dançávamos de rosto colado. Eu amava tanto aquele cara, tanto. Repito até com certo enfado: Quando acabou, achei que não seria capaz de me desvencilhar. “Nunca mais vou amar de novo”. Qualquer pessoa que eu conhecia, não rolava; se rolava, não servia. Eu estava presa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu quarto foi de LSD. Ali eu me apaixonei por mim mesma. Descobri que não preciso de outrem para ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu quinto foi dos infernos. Ótimo companheiro, tesão só de encostar... no “vamo vê”, broxante. Por mais carinhoso que fosse antes e depois do sexo, durante o ato queria me transformar numa cadela. Quando levei o primeiro tapa na cara, primeiro e último, pela primeira vez fingi um orgasmo, também primeiro e último. Queria que tudo acabasse logo. E digo “tudo” porque não me refiro só à gozada dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu sexto foi cônjuge, afinal, morávamos juntos. Chamava-o “Amázio”, ele ficava puto. Mais moralista do que eu, queria papel passado, Igreja, minhas amigas solteiras transformadas em damas de honra. Quando terminou, senti arrependimento. “Devia ter casado, tido filhos”. No meio do caos, a inspiração divina da experiência: comparei o Amázio com o primeiro namorado. Meu lamento estava relacionado à reflexão que fiz enquanto ficava com a Encarnação da paixão platônica: “Como é possível eu ter achado que um cara que não morou comigo era o meu grande amor?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu sétimo é sábado, dia de descanso. Louvado seja! Estamos deitados na cama felpuda diante do telão, aproveitei o intervalo entre um filme e outro para vir escrever este texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro engatar em um relacionamento novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome do próximo filme?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A história sem fim&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-6179925839107927548?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/6179925839107927548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=6179925839107927548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/6179925839107927548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/6179925839107927548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2008/12/online.html' title='Pintando o sete'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/S8Sbnn8Qq3I/AAAAAAAAASI/bX9o1n-yFoE/s72-c/gato-preto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-5118141053073629712</id><published>2008-10-17T13:52:00.001-07:00</published><updated>2010-10-19T07:16:58.139-07:00</updated><title type='text'>Amanda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/TKzQugh-aMI/AAAAAAAAAWU/GQR9-I5zG7o/s1600/conchinha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 97px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/TKzQugh-aMI/AAAAAAAAAWU/GQR9-I5zG7o/s200/conchinha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525020340301752514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Antes de se tornar uma dondoca com pele de chinchila, Amanda Hoffman dançava smilingüindo o ventre. Ela ficava de costas para exibir a tatuagem – tudo por trás do véu transparente, óbvio. Não havia quem não admirasse aquele requebrado. Eu, entretanto, admirava suas costas porque imaginava o que seria feito com as minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as luzes do palco se apagavam, eu sorria solitário sentado a uma daquelas cadeiras altas do bar (é isso mesmo: como sou baixinho, não gosto de ficar balançando as pernas no ar, colocava um banquinho menor e usava a cadeirona como mesa). As pessoas iam saindo uma a uma, diversos casais, conversas calorosas de rapazes envolvendo mulheres nas cinturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanda era minha. Se não me pertencesse, seu mundo seria pra lá de solitário. Afinal, quem queria se envolver com uma dançarina? Ela saía do camarim e íamos para a minha casa e dormíamos em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegávamos ao apartamento em silêncio. Tirávamos nossas roupas e eu me colocava de bruços sobre a roupa de cama branca. Dia e outro o primeiro impacto era procedido de um suspense agoniante. Ah, a sensação que eu detesto: &lt;em&gt;rasss!&lt;/em&gt;, uma arranhada que sobia dos dedos do pé até o calcanhar. Não sei se era cócegas, mas eu não gostava, contorcia meu corpo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sinto saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida ela subia para as minhas costas. Antes, porém, estacionava para batucar a bunda. Eu me sentia um tambor e ela gargalhava. Para que resistir? O negócio era dar risada também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O seu conjunto é perfeito, sabia? – ela dizia. – Os pequenos pés, as perninhas, as duas estrias na bochecha da bunda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Credo, Amanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acredita em mim, Ramon. Homens perfeitos são uma porcaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro se esse diálogo aconteceu mais de uma vez. Só sei que ela sentava sobre o lombo depois de apertá-lo e espalmá-lo. As costas, ah, as costas – era o meu momento preferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Hum! Tem um cravo imenso aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Misericórdia! – eu gritava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sinto saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanda se divertia com o meu sofrimento, com os meus gritos. Era bom porque limpava, “renovava”, ela dizia, e compensava com o alívio refrescante do óleo de cacau. E massagem, o quão aliviante eram aquelas massagens!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim tomávamos banho. “Cheirosinho, branquinho, limpinho” e outros inhos. Dormíamos com os corpos colados. Nas noites de briga, eu não resistia – por mais que ela estivesse errada, eu puxava seu corpo para junto do meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corpos sempre colados e hoje, abraçado ao travesseiro, eu sinto saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos perdemos porque uma noite eu desviei a minha atenção da dança. Um mau cheiro me fez tirar o olho das costas de minha amada e olhar para o lado – um troglodita comia o traseiro dela com os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do cabaré enciumado. Eu sentia muito, muito ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, Amanda desapareceu. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-5118141053073629712?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/5118141053073629712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=5118141053073629712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/5118141053073629712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/5118141053073629712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2008/10/meu-romance.html' title='&lt;p align=right&gt;Amanda'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/TKzQugh-aMI/AAAAAAAAAWU/GQR9-I5zG7o/s72-c/conchinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-8625957670421813209</id><published>2008-10-11T16:33:00.000-07:00</published><updated>2010-10-19T07:20:07.395-07:00</updated><title type='text'>Poeminho do contrabaixo</title><content type='html'>Sempre que se dizia:&lt;br /&gt;– Que frio.&lt;br /&gt;Rebatiam:&lt;br /&gt;– Bate a bunda no rio.&lt;br /&gt;Se fosse:&lt;br /&gt;– Que calor.&lt;br /&gt;Ouvia-se no ato:&lt;br /&gt;– Bate a bunda no tambor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-8625957670421813209?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/8625957670421813209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=8625957670421813209' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/8625957670421813209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/8625957670421813209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2008/10/mentecapitu.html' title='&lt;p align=center&gt;Poeminho do contrabaixo'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-7105083038186467488</id><published>2008-10-11T12:11:00.001-07:00</published><updated>2010-03-26T10:17:44.106-07:00</updated><title type='text'>Mentecapitu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/S6zsC-T1HqI/AAAAAAAAASA/GvXFz7Ktngk/s1600/suicidio.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/S6zsC-T1HqI/AAAAAAAAASA/GvXFz7Ktngk/s1600/suicidio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 172px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/S6zsC-T1HqI/AAAAAAAAASA/GvXFz7Ktngk/s200/suicidio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452992784668892834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os peritos estavam certos quando analisaram a cena do crime? A família não queria acreditar em suicídio. Aliás, não era possível que Capitu fosse parar sozinha naquele cenário. &lt;em&gt;Esse tempo todo fazendo-se de pudica&lt;/em&gt;, a matriarca diria com desprezo, caso as circunstâncias fossem outras, após estalar continuamente a língua no céu da boca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas o corpo morto, ensangüentado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Capitu ressuscitasse por um instante, revelaria que na verdade fora vítima de assassinato. &lt;em&gt;Eu tentei não erguer o punho, tentei não explodir a minha cabeça, mas eles foram mais fortes do que eu&lt;/em&gt;, fundamentaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esteve aterrorizada com a facilidade com que a deixaram imóvel na cama redonda do motel. Mantiveram o revólver em sua mão, aproximando lentamente o cano negro do ouvido. Os olhos, tensos em movimentos pendulares, vez por outra se encaravam arregalados pelo reflexo do espelho no teto, como se implorassem por socorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não adiantava oferecer resistência. Não mais. Era o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum especialista alegaria que ela lutou contra a força dos pensamentos até o último suspiro.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-7105083038186467488?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/7105083038186467488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=7105083038186467488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/7105083038186467488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/7105083038186467488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2008/10/lanamento_2488.html' title='Mentecapitu'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/S6zsC-T1HqI/AAAAAAAAASA/GvXFz7Ktngk/s72-c/suicidio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-82754204404733188</id><published>2008-10-11T12:05:00.003-07:00</published><updated>2010-10-06T12:45:19.509-07:00</updated><title type='text'>Dois eles</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/TKzRtuIStDI/AAAAAAAAAWc/SlBR5lWQ3Mc/s1600/encontro-das-aguas+rio+Negro+e+solimoes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/TKzRtuIStDI/AAAAAAAAAWc/SlBR5lWQ3Mc/s200/encontro-das-aguas+rio+Negro+e+solimoes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525021426283885618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Luana falando – a partir do próximo parágrafo, não mais na terceira pessoa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há cinco anos e meio, aproximadamente, eu conheci o Lauro. Aproximadamente porque não quero fazer conta. Se quisesse, diria até a hora. Sou ótima com números, porém uma preguiçosa;&lt;br /&gt;péssima com nomes – não sei se era mesmo “Lauro”.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Repito: há cinco anos e meio, aproximadamente, eu conheci o Lauro. Vou chamá-lo assim, Lauro, mesmo sem ter certeza. O nome não importa, palavras não importam. Estou mais interessada nos olhos, mas depois reflito sobre eles.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Lauro era vendedor, consultor de vendas, algo assim. Trabalhava numa loja de telefones. Alto – na adolescência homens altos eram o meu forte. Bonito, era bonito. Flertei com ele, não sei se flertou comigo. Usava óculos que ocultavam o que descubro hoje. Ou será que não usava? Sou mesmo ótima com números. Lembro que se parecia com X, “só que de olhos verdes”, comentei na época. “Bonito demais pra mim”, devo ter acrescentado.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A minha descoberta, hoje, veio num sonho. Como dormi com a tevê ligada, o plano onírico se fundia com o recordista de bilheteria na tela. Eu era como um boto cor-de-rosa naquele oceano doce, seguia a todo o vapor à frente do maior transatlântico do mundo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Dois erres: Negro e Solimões.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Lá do alto, Lauro se jogava, mergulhava em mim, engravidava comigo. “Durante cinco anos e meio estivemos assim”, barrigudo ele me dizia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Acordo pensando em Marcello. O meu amor, sim, era uma história real.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não sei se leal.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Lauro era viagem, provável invenção de quem dorme antes do naufrágio.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Dois eles...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nenhum é mar de verdade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-82754204404733188?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/82754204404733188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=82754204404733188' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/82754204404733188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/82754204404733188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2008/10/beija-mim_11.html' title='&lt;p align=right&gt;Dois eles'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/TKzRtuIStDI/AAAAAAAAAWc/SlBR5lWQ3Mc/s72-c/encontro-das-aguas+rio+Negro+e+solimoes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-6756971577661518220</id><published>2008-10-11T12:05:00.001-07:00</published><updated>2010-03-26T10:14:43.940-07:00</updated><title type='text'>GramáticaBurocrática</title><content type='html'>Oração subordinada substantiva &lt;i&gt;inseticida&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;Reduzida de quê?&lt;br /&gt;Onde eu enfio?&lt;br /&gt;Não, não.&lt;br /&gt;O "u" não tem a&lt;s&gt;ss&lt;/s&gt;cento.&lt;br /&gt;Não confunda oxítona com monossí&lt;s&gt;r&lt;/s&gt;laba!&lt;br /&gt;Vou te dar o chapéu de burro.&lt;br /&gt;Me dê, dá-me, da má!&lt;br /&gt;Pare&lt;s&gt;ss&lt;/s&gt;çe o capuz da... KKKKKKKKKK&lt;br /&gt;Pára de rir! Mamãe e papai vão ficar fulos com a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AHHH! PREFIRO IR NÚ NO BANHEIRO!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-6756971577661518220?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/6756971577661518220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=6756971577661518220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/6756971577661518220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/6756971577661518220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2008/10/gramtica-burocrtica.html' title='&lt;p align=center&gt;Gramática&lt;br&gt;Burocrática'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2603621556984378306.post-6947525072989672249</id><published>2008-10-11T09:29:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T18:42:56.901-07:00</updated><title type='text'>Meu romance</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/SOuMvXnRxAI/AAAAAAAAABc/HHJW30NvREk/s1600-h/CapaOPatrimonio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254448135678313474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/SOuMvXnRxAI/AAAAAAAAABc/HHJW30NvREk/s400/CapaOPatrimonio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;À venda nas principais livrarias da Savassi.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2603621556984378306-6947525072989672249?l=letrasriscadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/feeds/6947525072989672249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2603621556984378306&amp;postID=6947525072989672249' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/6947525072989672249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2603621556984378306/posts/default/6947525072989672249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasriscadas.blogspot.com/2008/10/beija-mim.html' title='&lt;p align=center&gt;Meu romance&lt;br&gt;&lt;br&gt;'/><author><name>Gustavo Krawser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05590921125631507772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/Sc1Nzd_-vKI/AAAAAAAAAF4/I8jL7TXklDs/S220/tesao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gLorPvga9rQ/SOuMvXnRxAI/AAAAAAAAABc/HHJW30NvREk/s72-c/CapaOPatrimonio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
