
Dorotéia Pereira chega ao fabuloso mundo de Vila Rica. No meio da cantoria das safadinhas micareteiras, “bunda pra cima e bunda quase no chão, basta encontrar a deusa do fundão”:
– Siga pelas ladeiras negras – dizem todos.
Dorotéia obedece. Ao passar pelo milharal, encontra Helena.
– Ó, Dorinha – clama a mulher de cabelos sabugosos –, eu não tenho estrutura psicológica. Será que a deusa do fundão pode me ajudar também?
– Acho que sim. Venha comigo.
No ferro-velho, as duas cruzam com irmã Sabina. A freira com feição terrificante diz:
– O sangue latino está ficando azul. Estou cercada pelo vil metal. Preciso de ternura.
Por fim, no meio do mato, há o encontro com Abelardo. Ele está encolhidinho sob a batina rasgada, tem o rosário dourado e reluzente nas mãos. Cheio de não-me-toques, levanta meio manco. Aleijadinho, coitado. Sufoca o gemido e toma coragem:
– Fui castrado. Heloísa não gosta mais de mim. Preciso de um, de um, preciso de um falo.
Ei, menina, venha até aqui. Sou eu, a bananeira. Venha comer umas bananas. Mas não coma a que estiver podre, hein. Já conhece a piadinha.
– Siga pelas ladeiras negras – dizem todos.
Dorotéia obedece. Ao passar pelo milharal, encontra Helena.
– Ó, Dorinha – clama a mulher de cabelos sabugosos –, eu não tenho estrutura psicológica. Será que a deusa do fundão pode me ajudar também?
– Acho que sim. Venha comigo.
No ferro-velho, as duas cruzam com irmã Sabina. A freira com feição terrificante diz:
– O sangue latino está ficando azul. Estou cercada pelo vil metal. Preciso de ternura.
Por fim, no meio do mato, há o encontro com Abelardo. Ele está encolhidinho sob a batina rasgada, tem o rosário dourado e reluzente nas mãos. Cheio de não-me-toques, levanta meio manco. Aleijadinho, coitado. Sufoca o gemido e toma coragem:
– Fui castrado. Heloísa não gosta mais de mim. Preciso de um, de um, preciso de um falo.
Ei, menina, venha até aqui. Sou eu, a bananeira. Venha comer umas bananas. Mas não coma a que estiver podre, hein. Já conhece a piadinha.
